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7.1.15

The Classics: The Breakfast Club - O Clube Dos Cinco

"...E essas crianças em que você cospe, enquanto elas tentam mudar seus mundos, são imunes às suas consultas. Elas sabem muito bem pelo que atravessam...” David Bowie -Changes


Com uma tradução ridícula para português como ''O Clube Dos Cinco'', The Breakfast Club é um dos melhores filmes que já assisti, escolhido pela revista Empire como um dos 500 melhores filmes de todos os tempos,  também é número 1 no ranking da revista Entertainment Weekly sobre os 50 melhores filmes High School. Se você leu minha resenha sobre Sixteen Candles, provavelmente já sabe que "The Classics'' é uma espécie de ''quadro'' aqui no Agridoce (que criei sem permissão U.U) voltado a filmes dos anos 80, que eu amo falar, e que adoro ver, e que vocês vão sofrer vendo os posts, mas vale a pena.

Com a música tema Don't you(forget about me) da Simples Mind (música que aparece no fim do filme Easy A/A Mentira, e que sugiro que leia ouvindo para entrar no clima), a história se molda num sábado frio em que cinco alunos vão parar na detenção, ugh, que chato, mas pelo menos 4 deles tinham motivos, o quinto, bem, o quinto membro do ''Clube Do Café da Manhã'' simplesmente não tinha nada melhor para fazer no sábado e foi para a escola. Iniciado com a filosofia de Bowie (artista pelo qual nutro afeto e um fanatismo psicótico e obsessivo), a frase escrita bem no comecinho do post, descreve toda a fúria e rebeldia das crianças que são cuspidas no filme.  A abertura do filme é criativa e sensacional, descreve exatamente o ensino médio norte americano importando uma mágica nostalgia oitentista realista! 
Se quiser conferir a abertura e mais um pouquinho das cenas que seguem e marcam o filme Click Aqui.
Os Cinco Furiosos

Então, temos cinco adolescentes confinados na biblioteca de uma escola sendo obrigados a se manterem quietos sem conversa, assobios, danças ou batidas de pé! Eles devem permanecer por um período de oito horas e 54 minutos. O supervisor, Sr. Richard manda os alunos escreverem um texto de 1.000 palavras (em que cada aluno deverá escrever sobre o que ele ou ela pensa que o outro é) e depois os deixam maior parte do tempo sem supervisão.
O que somos? Adolescentes!!! Qual nossa função? Ser irritantes!!!
É o que o senhor Richard pensa, para ele todas as crianças são igualmente descompromissadas e irritantes (Cena Aqui). O ''criminoso'' John Bender, tem uma relação particularmente negativa com o Sr. Rich, o que chamamos de ''marcação''. ''O atleta'', Andrew Clark, nunca esteve na detenção antes, está numa busca desenfreada pela aprovação de seu pai, homem que tanto ''admira''. Allison Reynolds, ''A Rejeitada'', esquisita, catatônica, lacônica, explora ao máximo sua insatisfação com a própria vida, mas não podemos chamá-la de deprimida, dissimulada seria um adjetivo melhor. Brian Johnson, ''O cérebro'', é o pequeno nerd, virgem do clube e ''A Princesa'', Claire Standish, virgem, patricinha que ''não deixa um homem enfiar a língua nela, mas come sushi''.  


DO I LOOK AS I CARE?

Mas enquanto houver diferenças, haverá desentendimentos e discordâncias. Todos possuem problemas similares, afinal, é por isso que estão no mesmo lugar. Uma das melhores cenas é a do lanchinho! A Allison faz uma verdadeira farofa\sanduíchemonstro, enquanto todos comem como seres humanos normais (Assista a cena do Lanchinho) Mas ninguém queria falar ou conversar. E o tédio reina. Alguns piram e morrem de tédio ou fumam maconha (Cena Clássica AQUI) O jeito é encarar com bom humor e dançar. 

       
Nesse ''Brat Pack'' americano, Jhon Hughes (o diretor) autorizou que os atores falassem o que quisessem na cena em que os personagens sentam em círculo no chão da biblioteca e contam as razões de seu castigo, pois. Nesse momento enxergamos a profundidade, provando o talento do elenco. Criar histórias aleatórias com profundidade como eles, não é fácil. (''Circle Scene'' Aqui)
 Crescer. O maior receio que encontramos nessa fase. Tema abordado no filme; o que vamos nos tornar? O que quero ser? O que sou? 
Questões que entram em conflito quando, juntos, compartilham situações em que vivem dizendo sempre que nunca serão como seus pais. Que não querem crescer e se tornar como eles. Allison, em um momento chega a dizer que não tem para onde correr, que isso simplesmente acontece, que quando crescemos nosso coração morre.
Esse filme é um amor, você muda certas perspectivas ao assistir. Reage diferente a vida. 


Quem vai assistir o filme levanta a mão

Todo mundo tem problemas, e o mundo está cheio de problemas, é egoísta achar que você é o único boiando no meio do oceano, quando ouvimos os problemas dos outros encontramos conforto e passamos a nos entender melhor.


Sábado, 24 mar 1984. Shermer High School, Shermer, Illinois. 60062.
"Caro Sr. Vernon, aceitamos o fato de que nós tivemos que sacrificar um sábado inteiro na detenção pelo que fizemos de errado ... e o que fizemos foi errado, mas acho que você está louco por nos fazer escrever este texto dizendo-lhe o que pensamos de nós mesmos. Que te importa? Você nos enxerga como você deseja nos enxergar ... Em termos mais simples e com definições mais convenientes. Você nos enxerga como um cérebro, um atleta, um caso perdido, uma princesa e um criminoso. Correto? Essa é a maneira que nós nos víamos, às sete horas desta manhã. Passamos por uma lavagem cerebral."
Brian Johnson

Vá correndo assistir, vá!



Trailer

Ficha Técnica

Avaliação ★★★★★
Direção: John Hughes
Lançamento: 1985
Gênero: Drama
Trilha Sonora: Aqui
26.9.14

The Classics: Sixteen Candles



Tenho um fanatismo por tudo que é antigo, não é diferente com os filmes é claro, e muito antes da Disney dominar a área de clássicos adolescentes como High School Musical e Camp Rock, filmes assim minavam nos anos 80. Quem já assistiu Easy A (A Mentira), sabe muito bem do que estou falando, Easy A relembra e faz referência alguns clássicos como Curtindo a Vida adoidado (meu favorito!) e The Breakfast Club (O clube dos Cinco). 

Estou abrindo essa coluna, The Classics, para apresentar a vocês vários de meus cruches por filmes de duas décadas, até três décadas atrás, aprendemos bastante com filmes e as lições mais antigas ainda são as melhores.



Prefiro assistir os 80's teen movies do que aos filmes que a Disney tem produzido ultimamente, e aos que as outras produtoras nos fazem engolir, é tanto filme ruim, forçado e repetitivo que ao assistir Sixteen Candles, por exemplo eu fico fascinada pela simplicidade como o humor é feito e todos os outros aspectos, o romance, a vida na escola, os corredores com paredes revestidas com armários, as roupas. CEUS! As roupas, o estilo da época fica bem claro na abertura do filme, pés mexendo para lá e cá, chicletes... Não sei se vocês já notaram, mas as roupas que os adolescentes usam em algumas séries da Disney e da Nickelodeon são peças que jamais usaríamos, bem, não é para tanto, peças que nós adolescentes definitivamente não usamos. Enfim, dê uma olhada aqui:



Eu fico impressionada, estão achando que somos idiotas né? , porque a Disney faz filmes tão parecidos descaradamente, por exemplo Monte Carlo e e Lizzie McGuire Viaja a Roma. Mas, sim, voltando a Sixteen Candles, que no Brasil ganhou a tradução ridícula de Gatinhos e Gatões, é estrelado por Molly Ringwald que também atua em The Breakfast Club, é a segunda filha de um casal de quatro filhos, uma garota como qualquer outra, que preocupa-se com o corpo, idade. Mas o que realmente me chama a atenção na Sam é que ela não é patricinha, convencida, nem decidida, não é aquela personagem profunda, ela é o cansaço e a expectativa da vida adolescente, você não a odeia nem a ama, você se identifica.  


A trama inicia-se quando a ruiva Samantha Bake, desce do seu quarto e descobre que ninguém, nem mesmo a sua mãe lembra-se de seu aniversário de dezesseis anos  Estudante do segundo ano do ensino médio a "Sam" Baker luta para passar o dia em seu aniversário de 16 anos, que toda a sua família se esqueceu porque sua irmã mais velha, Ginny, uma verdadeira boneca, loira de olhos azuis, vai se casar no dia seguinte. 



Ela tenta ser compreensível, mas é difícil ignorar quando se chega a idade mais importante de uma adolescente americana, os tão sonhados 16.  
Para ignorar, durante a aula ela responde um questionário feito por sua amiga, uma espécie de questionário ''sexual'' com perguntas íntimas, como por exemplo, Com quem você gostaria de transar? a resposta é clara, JAKE RYAN! Um garoto do último ano, bonito, e que não quer garotas festeiras como a sua namorada ''miss perfeição'' , mas quer namorar sério. Para enviar o questionário de volta à sua amiga, Sam finge espreguiçar e deixa o papel cair no chão, o problema é que sua amiga estava dormindo e não vê o papel. Na saída ela entra em pânico ao saber que sua amiga não recebera o papel. 

Adivinha quem pegou o papel do chão...  


Ela tem todo um novo conjunto de problemas, quando ela chega em casa e descobrir todos os seus quatro avós estão ficando na casa Baker durante o casamento. Pior ainda, um conjunto de avós trouxe ao longo de uma estudante de intercâmbio bizarro, Long Duk Dong. E no jantar seus pais tem a adorável e genial ideia de deixar Dong acompanhá-la no Baile da escola naquela noite mais tarde, baile em que ela assiste Jake e a sua namorada miss-perfeição dançarem, seus olhares se cruzam, porém ela prefere correr para um corredor vazio e chorar. Enquanto Dong dança com seu par, uma garota assustadoramente alta e esquisita. 



O que Sam não sabe, é que , por intermédio de Ted um nerd que flertava com ela no ônibus, Jake sabe da existência dela, e de repente o único objetivo de Jake é saber quem é Samantha, qual o número de Samantha, onde Samantha mora, onde está Samantha, vira um Looking for Samantha praticamente. 



O legal do filme é que ele mostra que temos que arriscar um pouco sabe, Sam não faz isso no filme, não é algo explícito, mas e se não tivesse ocorrido o incidente com o papel? Jake nunca saberia que Sam estava afim dele. E se você não falar, a outra pessoa nunca vai saber (afinal não lemos mentes, né). 


A cena clássica do filme é a de Jake esperando Samantha, encostado no seu carro vermelho. Esperando ela, com quem ele nunca havia trocado uma palavra sequer. 


Mas a cena em que tudo se encaixa, a cena perfeita, a cena em que vomitamos arco iris e beijamos unicórnios, a cena em que se entende o título do filme, é a de desfecho (o melhor guardado para o final, muahahah) quando (finalmente) Jake e Samantha se beijam, lentamente, hesitantemente, romanticamente acima de um bolo de aniversário com dezesseis velas. 



Assistam, e digam o que acharam, me siga no twitter, curta aqui, comente, me encontre no instagram... ~eu achando que tenho um Vlog no Youtube.

Agora é sério, assistam. 

KIM.